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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tyrannidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Elaeniinae
 Cabanis & Heine, 1860
Espécie: S. suiriri

Nome Científico

Suiriri suiriri
(Vieillot, 1818)

Nome em Inglês

Suiriri Flycatcher


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Suiriri-cinzento

O suiriri-cinzento é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.

Há uma discussão sobre o status desta espécie. O Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos atualmente considera duas espécies do gênero Suiriri, o suiriri-cinzento (Suiriri suiriri), que é dividido em duas subespécies, S. suiriri suiriri, também conhecido como suiriri-do-sul (foto ao lado), que ocupa o centro-sul do país e o suiriri-do-cerrado, S. suiriri affinis, que ocorre no Brasil central e no Nordeste. Este último difere por apresentar o uropígio (base superior da cauda) amarelado, enquanto esta região é cinza no primeiro. A outra espécie considerada é o recém-descrito suiriri-da-chapada, restrito às chapadas do planalto central, com coloração mais próxima à do S.suiriri affinis, pois a base da cauda é amarelada, mas apresenta bico menor e a ponta da cauda é clara. Há artigos descrevendo hibridações entre estas espécies e subespécies.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (guarani) suiriri = nome ameríndio guarani para duas espécies de papa-moscas, ave quieta. ⇒ Suiriri ou ave quieta.

Características

Tamanho 15-26 cm. Suas asas e caudas são negras, a parte de cima é cinzenta, já a de baixo é cinzenta-clara, tem barriga branca. As coberteiras superiores das asas e terciárias com largas bordas são esbranquiçadas e, a ponta da cauda e barba externa da retriz exterior pardo-clara. Quando jovem o lado superior é salpicado de branco.
Apresenta as seguintes manifestações sonoras: sua voz é forte e rouca: “bä-ä”, “wétetete”; seu gorjear de madrugada, lembra o canto de uma andorinha.

Subespécies

Possui três subespécies reconhecidas:

Piacentini et al. (2015).

Fotos das subespécies de Suiriri suiriri
(ssp. suiriri) (ssp. bahiae) (ssp. burmeisteri)

Alimentação

Alimenta-se predominantemente de artrópodes.

Reprodução

O ninho é em forma de cesto raso, sendo construído com fibras vegetais e forrado por painas, sendo todas essas camadas firmemente unidas por grande quantidade de teia de aranha. O seu exterior é ornamentado com liquens e fragmentos de folhas secas. O ninho é apoiado pela base e laterais entre dois ou mais ramos divergentes.
A construção dos ninhos é exclusividade das fêmeas. Os ovos são branco-perolados. Os filhotes apresentam a cabeça, superfície dorsal e coberteiras das asas marcadas por abundantes e diminutas manchas brancas. A incubação é realizada exclusivamente pelas fêmeas, sendo estimada em 15,2 dias. Já os filhotes permanecem no ninho por 18,9 e 18,3 dias. Algumas evidências sugerem que apresenta alguma forma de reprodução cooperativa.

Hábitos

Costuma viver no cerrado e no espinhal. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas, do pássaro pousado. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou em buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. É brigão.
Trata-se de uma ave solitária, as vezes vista aos pares. Seus hábitos lembram muito os dos siriris do gênero Tyrannus, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada em galhos sem folhas de árvores altas, de onde voa para capturar insetos alados e depois retorna ao poleiro.
Não se aproxima muito de áreas urbanas, mas pode ser encontrado na zona rural próximo às habitações. Raramente é uma espécie abundante, o que é um pouco estranho se pensarmos que não é muito exigente quanto ao hábitat, sendo encontrada em vários tipos de formações vegetais abertas.
Há um estudo que cita uma redução na população de suiriris-cinzentos após queimadas numa região de cerrado. Este estudo associa este resultado à perda das árvores que esta ave usa como poleiro após as queimadas.

Distribuição Geográfica

É encontrada na Argentina, Uruguai e em algumas partes do Brasil como, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
É provavelmente migratório, mas suas rotas e trajetos de migração ainda não foram investigados.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos